Por Bacuri Cozinha Regional | Notícias em 10/03/2026 | Categoria: Datas Especiais e Inspirações
A quaresma é um período marcado por reflexão, tradição e mudanças de hábitos à mesa. Para muitas pessoas, é também a época em que os peixes ganham protagonismo no cardápio, substituindo as carnes vermelhas em diversas refeições.
E quando o assunto é peixe de verdade, fresco, regional e cheio de história, a gastronomia do Mato Grosso do Sul tem muito a oferecer. Em Bonito, destino conhecido mundialmente por suas águas cristalinas, a experiência com os sabores do Pantanal também acontece à mesa, especialmente no Bacuri Cozinha Regional, restaurante que valoriza ingredientes locais e receitas tradicionais da região.
Durante a quaresma, os peixes típicos da bacia do Paraguai ganham ainda mais destaque no cardápio, revelando preparos que combinam tradição, identidade cultural e técnicas contemporâneas de cozinha. Entre as opções, pratos como mojica de pintado, pacu na brasa e piraputanga corumbaense mostram por que a culinária sul-mato-grossense é tão rica e surpreendente.
Neste artigo, você vai conhecer um pouco mais sobre a tradição da quaresma, a importância dos peixes na cultura regional e três pratos que traduzem o verdadeiro sabor do Pantanal.
A quaresma começa na Quarta-feira de Cinzas e segue até a Semana Santa. Para muitos cristãos, esse período é marcado por momentos de reflexão e também por práticas alimentares específicas, entre elas, a redução ou a suspensão do consumo de carne vermelha em determinados dias.
Essa tradição faz com que os peixes ganhem destaque nas refeições, seja em preparos simples ou em pratos mais elaborados. No Brasil, cada região tem suas especialidades: bacalhau no litoral, peixes amazônicos no Norte e, no Centro-Oeste, os sabores inconfundíveis dos rios do Pantanal.
Em Mato Grosso do Sul, espécies como pintado, pacu, dourado e piraputanga fazem parte da identidade culinária local. São peixes presentes nos rios da bacia do Paraguai e que, há gerações, fazem parte da alimentação regional.
Mais do que ingredientes, eles representam um modo de vida ligado à água, às comunidades ribeirinhas e à tradição das cozinhas pantaneiras.
Viajar para Bonito é uma experiência que vai muito além das flutuações em rios cristalinos e das trilhas em meio à natureza. A cidade também se destaca por sua gastronomia, fortemente conectada ao Cerrado, ao Pantanal e à Serra da Bodoquena.
Nesse contexto, o Bacuri surge com uma proposta clara: valorizar as raízes culinárias do Mato Grosso do Sul. O restaurante trabalha com ingredientes regionais e com receitas que resgatam histórias e saberes tradicionais da cozinha sul-mato-grossense.
O resultado é uma culinária que mistura memória e inovação. Pratos clássicos são reinterpretados com técnicas contemporâneas, mas sempre preservando o sabor autêntico dos ingredientes locais.
Durante a quaresma, essa proposta ganha ainda mais força, já que muitos dos peixes utilizados no cardápio são típicos dos rios da região e fazem parte da cultura alimentar local há gerações.
Entre os pratos mais emblemáticos da culinária regional está a mojica de pintado.
A palavra “mojica” tem origem indígena e significa algo semelhante a “engrossado”, referência ao caldo encorpado preparado com mandioca e peixe. Ao longo do tempo, essa receita se espalhou por diversas regiões do Brasil, ganhando variações de acordo com os ingredientes locais.
No Mato Grosso do Sul, a versão mais tradicional leva pintado, um peixe muito apreciado nos rios da região.
No Bacuri, a mojica é preparada com um caldo rico e aromático à base de mandioca, que traz textura e sabor ao prato. O peixe aparece macio e bem temperado, acompanhado de caburé, pequenos bolinhos de mandioca ralada com queijo curado, além de arroz e farofa da casa.
O resultado é um prato reconfortante, que traduz perfeitamente a mistura de culturas presente na gastronomia sul-mato-grossense.
Outro peixe muito presente na culinária regional é o pacu.
Conhecido por sua carne macia e sabor marcante, o pacu é bastante popular nos rios do Pantanal e costuma ser preparado de diversas maneiras: assado, grelhado ou na brasa.
O preparo na brasa é um dos favoritos de quem aprecia sabores intensos e técnicas tradicionais. A grelha realça o sabor natural do peixe, deixando a pele crocante e a carne suculenta.
Servido com acompanhamentos típicos como arroz, farofa e pirão, o Pacu Grelhado é um prato que representa bem a simplicidade e a autenticidade da culinária pantaneira.
Mais do que uma refeição, ele traz à mesa a memória das cozinhas de fazenda, das pescarias e dos encontros ao redor do fogo.
Se existe um peixe que representa Bonito, esse peixe é a piraputanga.
Encontrada em abundância nas bacias hidrográficas da região, a piraputanga é conhecida por seu corpo alongado, escamas douradas e nadadeiras avermelhadas. Além disso, é famosa por seus saltos nas corredeiras dos rios, uma imagem que muitos visitantes da região já presenciaram.
Na gastronomia, a piraputanga também ocupa um lugar especial. Sua carne é delicada e saborosa, ideal para preparos que valorizam o ingrediente principal.
No Bacuri, a piraputanga corumbaense é servida sem espinhos e recheada com farofinha de moqueca. O prato ainda acompanha arroz, legumes assados e pirão da casa, formando uma combinação equilibrada e cheia de identidade regional.
Provar esse prato é mais do que degustar um peixe típico: é mergulhar na cultura pantaneira e entender a relação profunda entre a natureza e a culinária da região.
Outro ponto importante da gastronomia do Bacuri é a valorização dos produtores locais.
Grande parte dos ingredientes utilizados no restaurante vem de produtores da própria região de Bonito, além de áreas do Cerrado e do Pantanal. Essa escolha garante alimentos frescos, fortalece a economia local e preserva a autenticidade da culinária regional.
Mandioca, urucum, queijos artesanais e peixes de rio são alguns dos ingredientes que fazem parte desse universo gastronômico.
Essa conexão com o território transforma cada prato em uma experiência cultural, onde sabor, história e tradição caminham juntos.
Quem visita Bonito geralmente chega em busca das paisagens naturais, rios transparentes, cavernas e cachoeiras.
Mas a experiência do destino não termina nos passeios. Ela continua à mesa, onde a culinária regional revela outro lado da cultura local.
No Bacuri, a proposta é justamente essa: transformar a refeição em uma verdadeira imersão nos sabores do Mato Grosso do Sul.
Cada prato conta uma história, seja através de ingredientes típicos, de receitas tradicionais ou de técnicas inspiradas na cozinha das antigas fazendas pantaneiras.
Durante a quaresma, essa experiência ganha um significado especial. Os peixes típicos da região não apenas respeitam a tradição do período, mas também celebram a riqueza gastronômica dos rios que moldam a identidade do estado.
A quaresma é um convite à reflexão, mas também pode ser um momento para descobrir novos sabores e valorizar tradições culinárias.
Em Bonito, os peixes do Pantanal mostram que é possível transformar ingredientes simples em experiências gastronômicas memoráveis.
Pratos como mojica de pintado, pacu na brasa e piraputanga corumbaense revelam o melhor da culinária regional: sabores autênticos, ingredientes frescos e receitas que carregam histórias.
Se você estiver em Bonito durante esse período, vale incluir uma experiência gastronômica no seu roteiro. Afinal, conhecer um destino também passa por entender sua cultura, e poucas coisas traduzem isso tão bem quanto a comida.