Por Multi em 28/09/2026 | Categoria: Destino Bonito e Turismo Gastronômico
O Que Fazer à Noite em Bonito: O Roteiro que Começa Quando os Passeios Terminam
Existe um equívoco comum entre os visitantes de primeira viagem: achar que Bonito é somente o roteiro diurno. Grutas, flutuações, cachoeiras e balneários preenchem as horas entre o nascer e o fim da tarde. E, quando os passeios terminam, muitos turistas voltam para a pousada achando que o dia acabou.
Acontece que é justamente a noite que revela a Bonito que os moradores conhecem. A cidade tranquila do ecoturismo se transforma em um passeio de outro tipo: calçadas movimentadas, lojas de artesanato abertas, praças iluminadas, música por perto e uma cena gastronômica que rivaliza com qualquer destino turístico do Brasil.
Este guia mostra como montar a sua noite em Bonito, do fim da tarde até o jantar. E de forma alguma é por acaso: a noite da cidade tem um roteiro natural que se constrói em camadas.
A vida noturna de Bonito se concentra em poucas quadras, tudo o que interessa à noite está a poucos passos de distância. É a região da Rua Coronel Pilad Rebuá, do entorno da Praça da Liberdade e do famoso centrinho, como os moradores chamam o conjunto de lojas, cafés, restaurantes e galerias do centro.
A estrutura é ideal para quem está hospedado no centro da cidade: dá para sair da pousada, caminhar pela rua principal e montar a noite conforme ela acontece. É um passeio de ritmo próprio, sem horário marcado.
O centrinho é um passeio em si. À noite, as lojas de arte e artesanato local ficam abertas e revelam parte da cadeia criativa de Bonito. Algumas paradas que merecem atenção:
Quer você compre ou apenas circule, vagar pelas lojas é uma forma de entender a cultura da região antes mesmo de sentar para jantar. Entre cerâmica, tecido, bombons e artesanato, Bonito mostra que tem criatividade também fora da água.
A Praça da Liberdade é o ponto de encontro natural da noite. Conhecida também como Praça dos Peixes por causa do chafariz central com esculturas de piraputangas, ela ganha iluminação especial ao anoitecer e vira um convite a caminhar devagar: sentar em um banco, observar o movimento das famílias e das crianças correndo ao redor do chafariz, ver os turistas fotografarem as esculturas dos peixes que a maioria viu de verdade horas antes, durante a flutuação.
É também na praça que a cidade mostra que eventos fazem parte do seu modo de vida. Em épocas de festivais, como no inverno, a praça e as praças vizinhas recebem apresentações de música, arte e cultura popular que transformam o centro em um palco aberto.
Depois de passear pelas lojas e contemplar a praça, a noite de Bonito pede o fecho gastronômico. E aqui está um detalhe que separa as viagens medíocres das viagens memoráveis: enquanto a cidade inteira vê as mesmas luzes do centrinho, o jantar é o momento em que o destino se saboreia de verdade.
Bonito tem uma oferta gastronômica que acompanha o nível dos seus atrativos naturais. Peixes de rio frescos, como a piraputanga, o pintado e o pacu, preparam-se de formas que vão da brasa ao forno. Carnes do Pantanal, como o cupim, recebem cocções lentas que transformam o corte em algo que não se encontra em outros lugares.
É nesse contexto que o Bacuri Cozinha Regional entra como uma das reservas mais reservadas do centrinho. Localizado na Rua 24 de Fevereiro, 2286, no coração da região central, a poucos minutos a pé da praça e das principais lojas, o restaurante ocupa um papel natural nesse roteiro: você circula pelo centrinho, absorve a arte e a cultura do lugar e fecha a caminhada com um jantar que dá continuidade àquilo que o dia mostrou.
Comandado pelo Chef Sylvio Trujillo, a cozinha do Bacuri trabalha com o que a região oferece de melhor. Os pratos costumam dialogar diretamente com a experiência diurna do turista:
E, para quem gosta de prolongar a noite com um bom drink ou uma cerveja artesanal, o próprio Bacuri conta com um bar que acompanha o jantar e permite que a noite termine sem pressa, no mesmo lugar onde ela ficou boa.
O ambiente também conversa com a noite bonitense: obras de artistas locais decoram o espaço, mesclando gastronomia e cultura, o mesmo diálogo que se vê no centrinho. É o mesmo desejo, em outro suporte: quando a noite termina, o turista sai do restaurante entendendo um pouco melhor onde esteve.
Informações práticas: O Bacuri atende à noite, das 18h às 23h, na Rua 24 de Fevereiro, 2286, Centro. Reservas recomendadas, principalmente em feriados e eventos, quando o centro ganha mais movimento.
Se você quer saber como essa noite se monta na prática, veja uma sugestão em camadas:
18h: fim do passeio diurno, banho e troca de roupa na pousada.
19h: caminhada pela Rua Coronel Pilad Rebuá, entrando nas lojas de artesanato e cerâmica do centrinho.
20h: passagem pela Praça da Liberdade, sentar no chafariz das piraputangas, sentir o movimento da praça e as luzes da cidade.
20h30 a 21h: jantar. Esta é a hora em que a cozinha regional se transforma na experiência principal da noite.
22h30: caminhada de volta pela cidade iluminada, para quem quiser fechar o dia com o centrinho ainda aceso.
A vantagem de tudo isso estar concentrado no centro é o conforto: dá para se deslocar a pé, sem carro, sem preocupação com estacionamento, com liberdade para mudar o roteiro conforme a vontade da noite.
Calçados: o passeio é caminhável, então um tênis confortável rende mais que um sapato de fim de noite.
Clima: as noites de primavera e inverno trazem frescor agradável, em torno de 15 a 18 graus. Uma jaqueta leve resolve. Nos meses mais quentes, a cidade fica bastante convidativa à noite, já que o calor do dia se dissipa.
Dinheiro: as lojas de artesanato aceitam cartão, mas carregar dinheiro facilita compras em ateliês menores.
Reservas: em períodos de eventos e festas, principalmente jantares de alta gastronomia, reservar é um diferencial para conseguir a melhor mesa e horário.
Combine passeios: visite a cidade no fim da tarde e deixe o jantar para depois do crepúsculo. Bonito à noite tem uma energia diferente e o centrinho é o lugar para isso.
A noite em Bonito é o capítulo da viagem que completa o dia. O centrinho mostra a arte, a praça mostra a cidade e o jantar mostra a região. Quem conhece apenas os atrativos diurnos conhece metade de Bonito. A outra metade acontece quando as luzes se acendem e a gastronomia regional assume o protagonismo.
Na próxima visita, deixe a noite aberta. Caminhe pelo centrinho, pare na Praça da Liberdade e feche o dia com um jantar que transforma tudo o que você viu de manhã em sabor. No Bacuri Cozinha Regional, no centro de Bonito, a noite de Bonito tem endereço.