Por Multi em 01/09/2026 | Categoria: Sabores e Gastronomia Regional
Entre os dias 26 e 30 de agosto, Bonito se transforma. O Festival de Inverno chega à sua 25ª edição e a cidade, que já é conhecida mundialmente por suas águas cristalinas, ganha um contorno cultural extra. Praças, ruas e espaços públicos viram palco para música, teatro, dança e arte. O movimento cresce, a energia muda, e quem chega para aproveitar os dias intensos de programação logo percebe que uma pergunta se torna inevitável: onde vamos comer bem entre uma atração e outra?
É nessa pergunta que o Bacuri Cozinha Regional se posiciona como uma das respostas mais completas da cidade. Não apenas pela qualidade da comida, mas por oferecer algo que vai além do prato: uma imersão na identidade sul-mato-grossense, servida com técnica, elegância e hospitalidade.
Para garantir que todos os visitantes do festival encontrem tempo e espaço para vivenciar a experiência gastronômica do Bacuri, o restaurante amplia seu horário de funcionamento durante os cinco dias do evento. Serão dois períodos de atendimento:
Almoço: das 11h às 15h Jantar: das 18h às 23h
Essa ampliação foi pensada para que quem está aproveitando a programação do festival consiga encaixar uma refeição tranquila, sem pressa, seja no intervalo entre as atrações do dia ou ao final da noite, quando a temperatura cai e uma boa mesa se torna o melhor plano.
O Bacuri fica no centro de Bonito, na Rua 24 de Fevereiro, 2268, em uma localização estratégica que facilita o acesso a partir dos principais pontos de circulação do festival. A recomendação é chegar com tempo, sentar sem pressa e deixar que a cozinha conte a história do Mato Grosso do Sul através do sabor.
Existe uma ideia antiga e equivocada de que a cozinha regional e a alta gastronomia são mundos separados. O Bacuri existe, entre outras razões, para provar que não são. A cozinha do Chef Sylvio Trujillo trabalha com ingredientes que vêm da terra, dos rios e das tradições sul-mato-grossenses, mas os trata com a técnica, a precisão e a sensibilidade que definem a alta gastronomia.
Não é food service. Não é refeição rápida. É uma cozinha que respeita o tempo de cada ingrediente, que entende que o sabor nasce da combinação entre matéria-prima de qualidade e conhecimento técnico apurado. É uma cozinha onde a simplicidade dos ingredientes regionais encontra a sofisticação da execução.
E dois pratos, em especial, representam esse encontro de forma completa.
O Cupim de Colher é um dos pratos que better definem a proposta do Bacuri. Não é um cupim qualquer. É uma peça que recebe cocção lenta, prolongada, respeitosa. O tempo é o ingrediente principal aqui. Horas de fogo baixo transformando as fibras, derretendo a gordura interna, criando uma textura tão macia que o nome do prato faz sentido: come-se com colher.
Não é exagero. É a constatação de que aquele corte, preparado com a técnica certa e o tempo certo, se desmancha sem esforço. O sabor é profundo, concentrado, com aquele caráter de comida que aquece por dentro. É um prato que fala da cultura do boi no Pantanal, da tradição das grandes peças cozidas lentamente, mas que entrega na mesa uma experiência de elegância e refinamento.
Para quem visita Bonito durante o Festival de Inverno e busca uma refeição que represente a força da terra, o Cupim de Colher é uma das escolhas mais certas.
Se o Cupim de Colher fala da terra, a Piraputanga Corumbaense fala do rio. A piraputanga é o peixe símbolo de Bonito, encontrado com fartura nos rios cristalinos da Serra da Bodoquena. Seu nome vem do tupi e significa "peixe avermelhado", em referência à coloração da cauda. A carne é firme, saborosa e carrega uma frescura que só quem já provou um peixe de águas limpas consegue entender.
A Piraputanga Corumbaense do Bacuri celebra esse ingrediente em sua expressão mais tradicional, com uma preparação que respeita a textura e o sabor natural do peixe, mas eleva o prato com técnica e detalhes que o tornam único. É uma releitura de uma receita clássica de Corumbá, cidade fronteiriça que trouxe para a culinária sul-mato-grossense influências que atravessam o rio Paraguai.
O resultado é um prato que dialoga com a história da região. Com a tradição da pesca. Com a cultura de fronteira. Com a leveza das águas de Bonito. É a piraputanga como você nunca provou, mas com o sabor que você sempre imaginou que ela pudesse ter.
Durante o Festival de Inverno, Bonito recebe visitantes de todo o país. Pessoas que vêm pela música, pela arte, pela natureza. Mas que descobrem, ao sentar à mesa do Bacuri, que a cultura da cidade também se saboreia.
O ambiente do restaurante faz parte dessa experiência. O espaço traz obras de artistas locais, como a Comitiva Pantaneira esculpida pela artista Buga Peralta, que transforma a parede em um painel vivo da cultura sul-mato-grossense. Cada detalhe foi pensado para que o visitante entenda onde está: no coração do Mato Grosso do Sul, em uma cozinha que respeita a terra e o rio.
Se você vai estar em Bonito durante o Festival de Inverno, reserve uma noite, ou um almoço, para o Bacuri. Não apenas pela comida, que é extraordinária. Mas pela experiência completa de sentar à mesa e entender, em cada garfada, por que a gastronomia sul-mato-grossense merece estar entre as melhores do país.